Vicentinos de todo o mundo se rejubilam com a canonização de Santa Dulce dos Pobres

Data de publicação:17 Outubro 2019

Neste domingo, 13 de outubro de 2019, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco vai canonizar cinco novos santos, entres eles está DULCE DOS POBRES, a primeira santa nascida no Brasil. A Sociedade de São Vicente de Paulo, em todo o planeta, alegra-se com essa notícia.

Santa Dulce dos Pobres foi, durante toda a vida, um exemplo de santidade e de caridade. A vida dela foi uma confirmação de que a santidade nada mais é do que a caridade plenamente vivida. Ela procurou amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesma. Seu exemplo de vida passou a brilhar e a iluminar a vida de muitos. 

Santa Dulce era uma pessoa sensível ao sofrimento dos pobres. Mesmo com uma saúde frágil, sofria junto com os doentes, e esquecia-se de seus próprios sofrimentos para debruçar-se sobre a dor dos enfermos que encontrava ou que a procuravam. Deus lhe concedeu um coração ousado para poder se relacionar com empresas privadas e autoridades governamentais, visando a obter os recursos necessários para a construção e manutenção das obras sociais.

Um de suas frases é fundamental para todos nós, vicentinos: “Não há maior alegria neste mundo que entregar-se totalmente a Deus, servindo-o na pessoa de nosso irmão mais necessitado, mais sofredor”. Seu legado é formidável, e motiva-nos a seguir adiante na caminhada da caridade.

Dulce dos Pobres se parece muito com São Vicente de Paulo, na santidade, na caridade e no pelo amor aos pobres, aos doentes, às crianças abandonadas. “Oxalá muitas Conferências vicentinas, por todo mundo, adotem o nome de “Santa Dulce dos Pobres”, e o Conselho Geral ficará muito feliz em agregar Conferências com esse nome”, enfatizou o confrade Renato Lima, 16º Presidente Geral da SSVP.

Juntamente com ela, serão canonizados na mesma cerimônia: John Henry Newman (cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri da Inglaterra); Giuseppina Vannini (fundadora das Filhas de São Camilo);  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan (fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família) e Margherita Bays (integrante da Ordem Terceira de São Francisco de Assis).

 

Um pouco de história…

Dulce dos Pobres (Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes) nasceu no dia 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia (Brasil). Em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão (Estado de Sergipe). No mesmo ano, recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. Em 1935, Irmã Dulce iniciou seu trabalho social nas comunidades carentes na Bahia, inaugurando albergues, hospitais, orfanatos e muitas outras obras assistenciais.

Atualmente, as obras sociais criadas por Santa Dulce dos Pobres atendem diariamente a cerca de 2 mil pessoas. Em 1988, o governo brasileiro e Reino da Suécia a indicaram para receber Prêmio Nobel da Paz. Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos. Dois milagres foram reconhecidos pelo Vaticano para que a canonização pudesse acontecer. Irmã Dulce é também lembrada como “o anjo bom da Bahia” ou ainda como “a Madre Teresa da América Latina”. Oremos com fervor.

 

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