Harmonia na SSVP

Data de publicação:19 Agosto 2019

A Sociedade de São Vicente de Paulo, em cada parte do mundo, tem a cara de seus presidentes locais. Se o presidente é democrático, aberto ao diálogo e conciliador, a SSVP assim também o será. Se o dirigente é fechado, sisudo e centralizador, assim também será nossa querida Sociedade. Portanto, é preciso que tenhamos o perfil adequado de presidente para nossos Conselhos e Conferências, sob pena de acabarmos com a harmonia que rege nossa entidade.

Um bom presidente de Conselho e de Conferência é aquele que é realmente democrático, exercendo três grandes virtudes: saber ouvir, saber ouvir e saber ouvir. Se estiver aberto ao diálogo e às críticas, terá unidade em sua gestão e conseguirá implementar projetos e iniciativas, conquistando o apoio de todos. O desapego ao próprio parecer é uma das qualidades do bom vicentino. Contudo, se o dirigente tomar decisões sem auscultar as bases, está fadado ao fracasso. Um presidente autoritário mata as esperanças e as expectativas dos vicentinos.

Um bom presidente vicentino é aquele que delega tarefas e atribuições e, com caridade e responsabilidade, cobra resultados. Se ele for centralizador, não conseguirá fazer muita coisa. Além do mais, somos uma equipe de trabalho que, na Conferência ou nos Conselhos, soma seus talentos e assim, em nome dos pobres, buscamos transformar a realidade. Somos um “time de futebol”, onde todos os jogadores são importantes.

Um bom presidente de unidade vicentina é aquele que dá o exemplo, cumprindo fielmente a Regra sem fazer concessões nem “jeitinhos”, demonstrando a todos que nossa existência secular ocorre justamente por conta da hierarquia do amor e do regulamento que nos mantém unidos e fortes. O dirigente deve ser transparente, não só com a parte financeira e patrimonial, mas em suas ações e palavras. Deve ser franco, amigo, conciliador.

Um bom dirigente é aquele que não dá ouvidos às fofocas e respeita cada confrade e consócia, especialmente prestando-lhes apoio nos momentos mais difíceis de suas vidas. Um dirigente vocacionado é aquele que evita ruídos na comunicação e, caso estes ocorram, está sempre preparado para desatar os nós e contribuir com o crescimento do movimento vicentino.

O líder vicentino é aquele cujos documentos são abertos, públicos. Não há documentos sigilosos, reservados ou confidenciais em nossa querida Sociedade de São Vicente de Paulo. Estranha-me ouvir esse tipo de justificativa por parte de alguns presidentes de Conselhos. Se algo é sigiloso, é porque, no mínimo, tem problemas. Temos que lidar com nossos problemas com equilíbrio e com a razão, sem deixar que o coração impeça uma análise realmente independente.

Se os dirigentes de nossas Conferências ou Conselhos agirem assim, tenho a certeza de que reinará a harmonia no seio da Sociedade de São Vicente de Paulo. Precisamos resgatar o espírito de concórdia entre nós. O belo trabalho desenvolvido em nome das famílias assistidas corre o sério risco de ser manchado por conta de dirigentes despreparados e contaminados pelo vírus da vaidade. Oremos bastante nas eleições de presidentes que se realizam atualmente para que Deus nos brinde com dirigentes responsáveis, modernos e alinhados com o pensamento de Ozanam.

Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo

 

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